Primeiro Evento:
Quarta-feira, 27 de agosto de 2003.

A livraria estava lotada. Mais de 300 pessoas bonitas e interessadas.
Agradecemos a participação de todos!
 
    Há toda uma tradição de poesia amorosa piegas, sentimentalóide, repleta de lugares comuns. Por isso, falar, hoje em dia, em poesia amorosa, parece quase uma heresia, um chavão de mau gosto – falar de uma poética absolutamente medíocre. Não necessariamente. A qualidade independe do tema. Não é o assunto que faz um poema ser maior ou menor. É o tratamento: tanto formal quanto semântico. Assim como há poemas de amor absolutamente medíocres, há aqueles maravilhosamente bem compostos. O que os separa é como tratam o amor e, principalmente, a linguagem. Para demonstrar essa tese, reunimos, nesse recital, poemas das mais diferentes épocas, línguas e culturas que abordam o amor e a sexualidade, seja com emoção ou com humor, sempre com rigor e qualidade. Aprendendo com os mestres da poesia erótica de todos os tempos, ainda é possível falar (e bem) de amor, sexo e carinho, mesmo nestes tempos de indiferença.  
     Assim, selecionamos ler os seguintes poemas de amor e erotismo, ou mesmo trechos de contos e romances: de Safo à poesia contemporânea brasileira:
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Textos Lidos 

· Soneto de Camões: dois quartetos.  

· Sussurro Suave e Vivo, de Frederico Barbosa: 
  poemas sobre canções do jazz.  
   
· Aves de Arribação, de Walt Whitman, 
  na tradução de Geir Campos.  

·  Sermão do Mandato, do Pe. Antônio Vieira:  trechos.  

· Primeiro Fausto/Terceiro Tema, de Fernando Pessoa.  

· As sem-razões do amor, de Carlos Drummond de 
  Andrade. 

· Se se morre de amor, de Gonçalves Dias .  

· Arte de amar, de Manuel Bandeira.  

·  Definição do Amor, de Gregório de Matos:  trechos. 

· Vers, de Antonio Risério. 

· Revers, de Frederico Barbosa. 

· Interrogação, de Camilo Pessanha.   

· Dois Sonetos, de Shakespeare, 
  em traduções de Ivo Barroso e Jorge Wanderley. 

· Admirável Expressão que Faz o Poeta de Seu Atencioso 
  Silêncio, de Gregório de Matos.  

· Inania Verba, de Olavo Bilac.  

· A uma passante, de Charles Baudelaire,  
  na tradução de Guilherme de Almeida.  

· Fanatismo, de Florbela Espanca.  
 
 · Noite Branca, Sem Você e Sol Syl, de Frederico Barbosa, 
   musicados por  Tobias Luz. 

· Corpo, de Renato Gonda.  

· O Violino e Violoncello, de Micheliny Verunschk.  

· Ópera Nostra, de Alfonso Larrahona Kasten, 
   tradução de Walmir Alaya.

· Cântico dos Cânticos, atribuído a Salomão: trechos.

· Elegia: Indo para o leito, de John Donne
  na tradução de Augusto de Campos. 

· Escrito na Pele, de Ademir Assunção. 

· Poros, de Claudio Daniel. 

· Primeiro Movimento, de Joca Reiners Terron. 

· Epifania, de José de Paula Ramos Jr..

· De Calendário Lunático, de Luiz Roberto Guedes.

· Cântico, de Domingos Carvalho da Silva. 

·  Jogos Frutais, de João Cabral de Melo Neto: trecho inicial.

· Bocas Inauguram o Gesto, de Cacá Moreira de Souza. 

· Amar-amaro, de Carlos Drummond de Andrade. 

· Ausência, de Vinícius de Moraes.  

· Amor, então, de Paulo Leminski. 

· Água Viva e O Búfalo, de Clarice Lispector:  trechos.

· Soneto de Separação, de Vinícius de Moraes. 

·  Os Três Mal Amados, de João Cabral de Melo Neto: 
   falas de Joaquim.

· Plêiades, de Safo na tradução de Pedro Alvim. 
 

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